Dos tiros com arma de chumbinho à vaga olímpica, conheça a história de Filipe Fuzaro

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Quando criança, Filipe Fuzaro brincava de atirar em latinhas com uma espingarda de chumbinho. Hoje, o tiro deixou de ser uma diversão de infância e transformou o paulista da cidade de Rio Claro em um atleta olímpico. Aos 29 anos, ele será o representante brasileiro na fossa olímpica dupla nos Jogos de Londres. Ao invés de alvos improvisados, agora o objetivo é acertar pratos lançados no ar por uma máquina.

Fuzaro conquistou a vaga na Olimpíada em novembro de 2010, ao conquistar a Copa das Américas, realizada no Rio de Janeiro. Ele superou o favorito norte-americano Ian Ruppert por apenas um tiro. De lá para cá, muita coisa mudou. Filipe ganhou apoio da Confederação e passou a ter condições de treinamento iguais às de atletas de alto nível de outros países.

“Mudou tudo. Antes eu treinava uma vez por semana, hoje treino cinco vezes por semana. Tenho psicólogo esportivo, técnico, personal trainer e nutricionista. Antes eu tinha que viajar para treinar em Americana, a 60 quilômetros da minha cidade. Agora, instalaram um equipamento moderno em Rio Claro, semelhante ao que será usado em Londres. Foi gasto R$ 75 mil nessa máquina. Antes, eu não tinha uma arma tão boa, era adaptada, agora comprei uma arma boa. Sinto uma mudança absurda na qualidade do meu tiro”, explicou Fuzaro, que, no entanto, fez uma comparação de sua preparação com a dos atiradores internacionais de ponta.

“Minha preparação é igualzinha à deles, a única diferença é que eles estão treinando assim há sete anos, e eu comecei ano passado”.

O investimento para a busca de um bom resultado em Londres está sendo financiado pela Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE), pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC). A primeira meta de Fuzaro na Olimpíada é se classificar à final, para depois focar em uma medalha.

A paixão de Fuzaro pelo esporte vem de família. O pai dele, Érico Fuzaro, já participava de competições de tiro e acabou influenciando o filho. Entre as brincadeiras de criança com arma de chumbinho e a vaga olímpica, Filipe Fuzaro foi evoluindo a cada ano e acumulando conquistas. Atualmente, é o recordista brasileiro na modalidade. Além do título da Copa das Américas, ele foi tetracampeão brasileiro, tricampeão continental, quinto colocado nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, e décimo no Pan de 2011, em Guadalajara, entre outros resultados.

“Dei meu primeiro tiro com cinco anos. De tanto insistir, meu pai me deixou atirar com uma espingarda de chumbinho. Eu não tinha nem porte direito para segurar uma arma. Depois, a brincadeira foi começando a ficar mais séria. Com 11 anos, comecei a participar de campeonatos, passei por várias categorias, juvenil, júnior, sênior”, contou Fuzaro, que garantiu nunca de atirado em pássaros mesmo durante as diversões de infância.

“Nunca gostei disso. Eu fazia vários alvos, como latinhas, garrafas”.

Apesar de o tiro esportivo ter levado Filipe Fuzaro aos Jogos Olímpicos de 2012, o esporte não é a única atividade dele. Formado em administração de empresas, ele divide o tempo entre os treinamentos e competições e o trabalho em uma empresa distribuidora de produtos para calçados.

“Financeiramente, ainda é impossível eu me manter só com o tiro. Agora eu não gasto mais dinheiro para atirar, mas também não ganho nada. Ainda não tenho nenhum patrocínio, vamos ver mais para frente”, explicou.

Fonte: MSN Esportes

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